AMULETO APOTROPAICO + NUNO LOUREIRO
AMULETO APOTROPAICO apresenta um universo de percussão de espectro total que oscila entre polirritmias elásticas e movimentos pontilhistas, sem grelha rítmica fixa, desdobrando-se numa atmosfera em constante mutação de ressoadores polifónicos. Drones espectrais dissolvem-se em impulsos digitais espasmódicos, perseguindo padrões que rapidamente se desvanecem.
Após o lançamento do álbum homónimo em 2025, o músico experimental português António Feiteira transporta, com AMULETO APOTROPAICO, a sua prática instrumental para composições inteiramente eletrónicas de percussão concreta. Inspirando-se na forma como Milford Graves transformava os ritmos secretos do corpo em geradores de funções, Feiteira atua através de um sistema concebido para emular a sua própria linguagem de improvisação na bateria. As gravações da bateria são substituídas por composições construídas a partir de samples, enquanto a memória muscular dá lugar a automatizações conduzidas por MIDI.
Língua Espúria, o próximo LP com lançamento previsto para novembro de 2026, prolonga a narrativa brutalista e litúrgica de AMULETO APOTROPAICO numa exploração da hiper-realidade inspirada pela tecnognose. O álbum leva a percussão aos seus limites conceptuais e sonoros dentro do meio digital, fundindo a intensidade ritual com a precisão da música computacional. Nuno Loureiro é um produtor, multi-instrumentista e artista sonoro do Porto. A sua insistência na experimentação — via computador, Octatrack ou sintetizador modular — faz com que o seu som esteja em constante evolução. Sustentada no seu interesse pelas tecnologias DSP das décadas de 1990 a 2010, a sua abordagem processual leva-o à construção de sistemas de sampling que alimentam a sua prática.
Esta abordagem materializa-se em Lua Onus (2023), a sua estreia em nome próprio na editora Superpang. Encontrando afinidade técnica entre fóruns online de computer music, Loureiro modifica esse ADN sonoro sem se cingir a qualquer paleta sonora. O seu material é gravado com o que estiver à mão, alimentando diretamente sistemas onde o controlo e a aleatoriedade se interpelam, resultando numa mistura cativante entre truques algorítmicos pós-humanos e uma pátina pseudo-LoFi.
A sua prática estende-se à web e ao multimédia, criando experiências que vão além de formatos pré-feitos. Para o gnration, desenvolveu Lua Tua (luatua.nunoloureiro.xyz), um ambiente operado totalmente dentro do browser, inspirado pelas suas experiências com redes neuronais a reinterpretar Lua Onus. Trata-se de uma peça online que combina p5.js e Hydra nos visuais e Pure Data/webpd na síntese sonora em tempo real.
Nuno Loureiro apresentou o seu trabalho em salas e festivais de destaque como Cafe Oto, Meakusma, gnration, Lux, Semibreve, Serralves e Tremor. Artista com extensa atividade em digressão, apresenta-se tanto a solo como com os seus projetos TNL, Solar Corona, Fugly e Milteto. Entre as colaborações dos últimos anos destacam-se os trabalhos com Pedro Huet e Richie Culver. Loureiro apresenta ainda reza clunx schemes, um programa de rádio mensal na CAMP Radio, estação independente operada por uma residência artística nos Pirenéus.
Após o lançamento do álbum homónimo em 2025, o músico experimental português António Feiteira transporta, com AMULETO APOTROPAICO, a sua prática instrumental para composições inteiramente eletrónicas de percussão concreta. Inspirando-se na forma como Milford Graves transformava os ritmos secretos do corpo em geradores de funções, Feiteira atua através de um sistema concebido para emular a sua própria linguagem de improvisação na bateria. As gravações da bateria são substituídas por composições construídas a partir de samples, enquanto a memória muscular dá lugar a automatizações conduzidas por MIDI.
Língua Espúria, o próximo LP com lançamento previsto para novembro de 2026, prolonga a narrativa brutalista e litúrgica de AMULETO APOTROPAICO numa exploração da hiper-realidade inspirada pela tecnognose. O álbum leva a percussão aos seus limites conceptuais e sonoros dentro do meio digital, fundindo a intensidade ritual com a precisão da música computacional. Nuno Loureiro é um produtor, multi-instrumentista e artista sonoro do Porto. A sua insistência na experimentação — via computador, Octatrack ou sintetizador modular — faz com que o seu som esteja em constante evolução. Sustentada no seu interesse pelas tecnologias DSP das décadas de 1990 a 2010, a sua abordagem processual leva-o à construção de sistemas de sampling que alimentam a sua prática.
Esta abordagem materializa-se em Lua Onus (2023), a sua estreia em nome próprio na editora Superpang. Encontrando afinidade técnica entre fóruns online de computer music, Loureiro modifica esse ADN sonoro sem se cingir a qualquer paleta sonora. O seu material é gravado com o que estiver à mão, alimentando diretamente sistemas onde o controlo e a aleatoriedade se interpelam, resultando numa mistura cativante entre truques algorítmicos pós-humanos e uma pátina pseudo-LoFi.
A sua prática estende-se à web e ao multimédia, criando experiências que vão além de formatos pré-feitos. Para o gnration, desenvolveu Lua Tua (luatua.nunoloureiro.xyz), um ambiente operado totalmente dentro do browser, inspirado pelas suas experiências com redes neuronais a reinterpretar Lua Onus. Trata-se de uma peça online que combina p5.js e Hydra nos visuais e Pure Data/webpd na síntese sonora em tempo real.
Nuno Loureiro apresentou o seu trabalho em salas e festivais de destaque como Cafe Oto, Meakusma, gnration, Lux, Semibreve, Serralves e Tremor. Artista com extensa atividade em digressão, apresenta-se tanto a solo como com os seus projetos TNL, Solar Corona, Fugly e Milteto. Entre as colaborações dos últimos anos destacam-se os trabalhos com Pedro Huet e Richie Culver. Loureiro apresenta ainda reza clunx schemes, um programa de rádio mensal na CAMP Radio, estação independente operada por uma residência artística nos Pirenéus.