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CATARINA BRANCO + BCC
concertos
RCA
estúdio zero
sáb.16.05
22h00
10€/12€ door
CATARINA BRANCO + BCC CATARINA BRANCO + BCC CATARINA BRANCO + BCC
Catarina Branco foi forjada no ferro num deserto à beira-mar plantado, talvez por isso ela seja mais permeável ao frio e ao vazio do inverno do que à cor e ao calor do verão. É a vida na zona fluvial do Oeste, um local tão capaz de ser agreste quanto prazeroso, quase nunca nas doses desejadas. E é possível que venha daí a sua pintura de palhaça a preto e branco, onde o vermelho e outras cores típicas não entram: imagem de Acordava Cansada, o segundo longa duração que sucede Vida Plena (2022), e os singles e EPs que tem vindo a lançar desde 2018. É um visual gótico náutico, uma pintura que desbota para a música.

Depois dos soalheiros conjuntos de canções originais (’Tá Sol e Vida Plena) que o antecedem, chega agora o denso e neblinoso Acordava Cansada. Canções começadas no preto e branco do piano, concretizadas no dramatismo e melancolia que o contraste da maquilhagem invoca.


BCC surge em 2019, no Porto, como um encontro casual às sextas-feiras, numa sala de betão no Brasília, para fazer barulho e libertar a frustração do trabalho em call center. Em 2020, quando essas sessões já começavam a gerar recorrência de melodias, Sara Azul — guitarra —, badsá — voz — e Luke Redmond — bateria — juntam-se a Rui Fonseca (800 Gondomar) no baixo, formando a primeira configuração da banda. Com o início da pandemia, lançam uma gravação de ensaio da primeira peça numa conta de SoundCloud entretanto perdida. Pouco depois, Luke deixa de viver no Porto e Vanessa Lonau, bailarina, assume a bateria com o apoio de Rui, numa lógica de experimentação e aprendizagem. É esta formação que grava BCC e o lança em formato cassete e digital, em fevereiro de 2022. Já com um carácter flexível e fluido, a banda volta a trocar de baterista — mais ou menos aquando do seu primeiro lançamento — com a saída de Vanessa, que se muda para Lisboa, e a entrada de José Stark (Duques do Precariado). Em 2023, depois de alguns concertos do EP — e quando começavam a imaginar o LP que sairá este ano, baixa psiquiátrica — Rui Fonseca sai do projeto e Luís Barreto (MonchMonch, OTDA) assume o baixo. Sempre sediados no Porto e mantendo o Brasília como espaço de ensaio, os bcc funcionam em flutuação com trabalhos a tempo inteiro, agendas freelance e as nuances de uma criação coletiva sem forma imposta, mutável. Desde 2022, apresentam-se um pouco por todo o país, em festivais, salas e eventos de benefício (Zigur Fest, ZDB, Clube B.leza, Damas, Maus Hábitos, Musicbox, SHE, CAAA Guimarães, Mavy, CAEP, RUM, entre outros).
amanhã
listening session
25 Years of “The Glow Pt. 2”
sex.18.09
concertos
AMULETO APOTROPAICO + NUNO LOUREIRO
sáb.19.09
concerto
LEONOR ARNAUT