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CLAMOR – Margarida Monteny – ensaio de circo
circo
Erva Daninha
Clube Erva Daninha
Sáb 04.10
17h00
free entrance
CLAMOR – Margarida Monteny – ensaio de circo CLAMOR – Margarida Monteny – ensaio de circo CLAMOR – Margarida Monteny – ensaio de circo
Ensaios de Circo são o resultado de residências no Clube Erva Daninha -sala da Erva Daninha, no Espaço Agra. Este programa apoia espetáculos que estão em fase de criação e que ainda vão estrear. Apresentam-se aqui num formato de ensaio aberto com conteúdos e duração ainda em desenvolvimento. Esta atividade procura estimular a criação de circo contemporâneo e também estabelecer o contacto entre criadores, público e programadores num ambiente descontraído e construtivo. Para além do espaço, a Erva Daninha atribui um apoio financeiro, técnico e de comunicação aos artistas. https://ervadaninha.pt/wp1/index.php/ensaios-de-circo-new/ Clamor é um projeto que cruza a arte tradicional sineira – o toque manual dos sinos – com práticas artísticas contemporâneas, como a percussão, o movimento e a corda vertical. O projeto põe em diálogo técnicas sineiras e circenses com o objetivo de construir um dispositivo instalativo, reimaginando as propriedades históricas e culturais dos sinos enquanto testemunhos de uma memória coletiva. Clamor pretende ser uma experiência imersiva que questiona e celebra a conexão entre passado e o presente, entre tradição e experimentação, convidando o público a refletir sobre o impacto e a potência do toque – sensorial, sonoro e simbólico. O projeto investiga principalmente as técnicas e métricas tradicionais do “bamboar” e “volteio” (tipicamente anunciantes de desastres) – técnicas que exigem do sineiro uma relação física intensa com o instrumento, através do contrapeso e da força do corpo, estabelecendo um paralelismo direto com as técnicas utilizadas na corda vertical (aparelho de acrobacia aérea). Para além desta associação, Clamor promove o encontro entre universos musicais convencionalmente distantes, combinando o som ancestral dos sinos com novas sonoridades derivadas da percussão experimental. Paralelamente, Clamor problematiza o lugar do feminino nos espaços e imaginários religiosos, interrogando os gestos que lhe foram historicamente permitidos, os desejos que lhe foram interditados, e as representações que sobre ele recaem. Ao introduzir um corpo feminino, queer e não-crente no interior de um espaço tradicionalmente regulado por normatividades de género e fé, o projeto propõe uma fricção poética que não se orienta pelo confronto, mas por um deslocamento simbólico e ressignificação. Este corpo convoca afetos e sensibilidades frequentemente silenciados — o cuidado, o erotismo, a ingenuidade — utilizando-os como veículo de reconfiguração estética e política. Clamor propõe-se assim como um espaço de escuta e reinvenção. Um projeto artístico em que o gesto do sineiro — físico, pendular, ritualizado — se entrelaça com a acrobacia aérea, a percussão e a instalação, colocando em diálogo a tradição masculina deste ofício com a presença provocadora de um corpo feminino e dissidente, que reivindica novos gestos, presenças e formas de habitar o sagrado. A direção artística é assinada por Margarida Montenÿ, com apoio dramatúrgico e acompanhamento de Silvana Ivaldi, composição sonora de Pedro Góis e André Dias, desenho de luz de Pedro Nabais e conceção da estrutura cénica por Emanuel Santos. Clamor é uma criação apoiada pela Bolsa de Criação Outdoor Arts Portugal, com coprodução da Bússola / 23 Milhas, do Festival LEME (Ílhavo) e da Casa Varela (Pombal), e conta também com a coprodução do Teatro Virgínia / Município de Torres Novas. Projeto financiado pela República Portuguesa – Direção Geral das Artes e Fundação GDA.
hoje
concerto
CALCUTÁ + MARIA AMARO
amanhã
dj set
FLETCH
sex.06.02
concerto
DONARANHA + DIAGONAL