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MALABOOS + TIAGO NOIA
concerto
RCA
estúdio zero
sáb.28.03
10h00
7€ / 10€ door
MALABOOS + TIAGO NOIA MALABOOS + TIAGO NOIA MALABOOS + TIAGO NOIA MALABOOS + TIAGO NOIA
Os MALABOOS são um power trio português de Art Rock, formados em 2015 por Diogo Silva (guitarra e voz), a que se juntaram Ivo Correia (bateria e sintetizador) e Rui Jorge (baixo), consolidando uma ligação pessoal e musical que se estende muito para além do palco. Unidos por uma paixão comum pela criação artística, os três músicos partilham há anos uma forte cumplicidade que serve de base à sua dinâmica criativa.

Desde o início, têm explorado diferentes sonoridades, sempre ancoradas na busca por atmosferas intensas, experimentais e emotivas. Depois de dois EPs — Plântula e Matuta —, em 2021 editaram o álbum “Nada Cénico”, um trabalho que se assume como uma viagem entre a calma e o caos, onde riffs luminosos se cruzam com batidas densas e onde mudanças súbitas de ritmo criam um ambiente de tensão e libertação.

Ao vivo, criam momentos imersivos, marcados não só pela força sonora, mas também pelo cuidado colocado na apresentação visual. Ao longo da última década, os MALABOOS marcaram presença em diversos festivais nacionais, como Ecos do Lima, Soundville, Madeira Art Fest, Festival Termómetro, Capote Fest, Absurda Fest, Park Festival, Sons de Vez, Festival de Jazz de Viseu e Guimarães Noc Noc.

O próximo capítulo chega com “333”, single que antecipa o EP “Sintétika”, a ser lançado no primeiro trimestre de 2026 pela Biruta Records. Este novo trabalho assume-se como o primeiro registo totalmente instrumental dos MALABOOS, uma explosão sonora que reafirma a sua energia e autenticidade, ao mesmo tempo que expande o território artístico que vêm a explorar desde a sua formação.

Passados dez anos, os MALABOOS continuam a reinventar-se, mantendo intacta a essência que os trouxe até aqui: a criação honesta, visceral e livre.


Nascido na cidade de Machico, na Ilha da Madeira, Tiago Noia é um artista e produtor a solo que constrói paisagens sonoras cruas e carregadas de crítica social, fundindo a energia do punk com surrealismo lírico e ironia mordaz. A sua música — profundamente introspectiva mas com um olhar atento sobre o mundo exterior — nasceu durante o confinamento da pandemia como uma forma de libertação pessoal e imersão total na produção musical DIY. É uma ponte cinzenta entre cidades de céus turvos e curvos, para cima das histórias das ruas iluminadas por passos tortos. Os timbres arrastam-se nos paralelos encavalitados e nos sorrisos, os dentes gastos. Tiago Noia é os restos de tudo o que lhe sobra e lhe falta.

Começou a compôr durante a adolescência, deixando-se influenciar não só por aquilo que o pai lhe mostrou, mas também pelo que descobriu quando se mudou para a Irlanda. Estudou música em Dublin e rapidamente fez parte da cena musical punk e DIY, algo que está ainda muito presente na maneira como encara os seus projetos e se apresenta ao vivo. Desde cedo que se grava a si próprio em casa com o que tiver à mão, mas só lançou o seu primeiro single durante a pandemia. Apesar de se rodear de companheiros musicais, na sua grande maioria, o trabalho técnico e criativo são feitos pelo próprio.

As influências de bandas como Ditz, Gurriers e IDLES moldaram o seu som abrasivo, enquanto nomes portugueses como Tó Trips, José Mário Branco e Linda Martini mantêm viva a ligação às raízes poéticas e politicamente conscientes da música lusófona. As suas composições vivem no cruzamento entre a sinceridade e o sarcasmo — misturando a crítica social com imagens surreais e produção crua, sempre com um olhar afiado sobre temas como o isolamento, o capitalismo tardio e os paradoxos da vida moderna. O som de Tiago Noia não se encaixa facilmente em rótulos: é um híbrido inquieto, cru mas intencional, íntimo mas voltado para o coletivo. Com novo material a caminho, Tiago continua a afirmar-se como uma voz onde a arte é protesto, a palavra é poesia e o ruído é resistência.
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