JOÃO MESQUITA
Sobre“Olheiras”, por João Mesquita:
Este álbum, como toda a minha música, é sobre sentimentos - crus, sem filtros e profundamente introspectivos. Enquanto muitos artistas recorrem a metáforas e narrativas estruturadas, eu abordo a composição como uma tradução direta das emoções. Não há uma mensagem central, nem uma grande narrativa; em vez disso, é uma tentativa de capturar a intensidade do que sinto no momento. As letras não procuram coerência ou veracidade factual, mas sim expressar uma versão autocentrada da realidade, uma realidade moldada por emoções que ligam o meu presente a reflexões sobre o meu passado.
Sempre tive o ímpeto de criar música. Desde que peguei numa guitarra pela primeira vez, aos 12 anos, que fiquei fascinado pelo som - explorá-lo, compreendê-lo e moldá-lo de forma a criar algo que me emocionasse. O processo de criar, refinar e, finalmente, gravar a minha música é onde me sinto mais realizado. Não é no palco que encontro a maior satisfação artística. Para mim, a magia está em criar um álbum - construir algo tangível que encapsule a minha expressão artística de forma duradoura. Cresci numa era em que as pessoas ainda compravam e colecionavam álbuns, e essa experiência moldou o meu amor pelo formato. Criar um álbum foi, simplesmente, o caminho mais natural para mim.
Escolhi o título "Olheiras" fundamentalmente por três razões: porque são uma característica física minha que se tem acentuado nos últimos anos, porque são um símbolo de maturidade e porque representam o somatório, não só de todo o trabalho necessário para fazer este disco, mas também de todos os sentimentos que nele estão reunidos.
As minhas influências são diversas, abrangendo três grandes categorias: música clássica e bandas sonoras, pop mainstream e MPB (Música Popular Brasileira). De Wagner, Bernard Herrmann e Angelo Badalamenti a Arctic Monkeys, Olivia Rodrigo, Dua Lipa, The Weeknd, Chappell Roan, Earth, Wind & Fire, Da Weasel, Japanese Breakfast, João Borsch, Zé Ibarra, Bala Desejo e João Bosco, cada um destes artistas influenciou, de alguma forma, o meu universo sonoro.
No seu cerne, este é um álbum de rock. Procurei torná-lo o mais cativante possível - envolvente e imediato - sem abdicar da sofisticação e das nuances que me trazem satisfação artística. O tom geral é mais sombrio, mas quis procurar momentos de leveza e calor que balançassem naturalmente essa tensão.
Quero que os ouvintes se sintam vulneráveis, mas também esperançosos ao ouvir este trabalho. As minhas canções expressam emoções como solidão, saudade, raiva e ciúme, mas também êxtase, amizade e alegria.
Instrumentalmente, o álbum assenta na formação clássica de guitarras, teclados, baixo, bateria e voz. Algumas faixas incluem instrumentos orquestrais, enquanto outras apresentam apenas uma
secção de metais ou cordas. À medida que progredi, comecei a apreciar cada vez mais os sintetizadores, tendo estes assumido um papel mais proeminente nas faixas posteriores.
A criação deste álbum foi uma jornada de autodescoberta. Foi o primeiro projecto produzido por mim, tendo-me permitido aprofundar o meu conhecimento sobre produção musical, gravação e orquestração. Contei ainda com a participação de mais de 20 músicos, a coprodução do João Borsch, e o apoio da Sociedade Portuguesa de Autores. Para além de tudo, provou-me que sou capaz de concretizar aquilo a que me proponho - que sou totalmente capaz de produzir um trabalho maduro e sério.
Este álbum, como toda a minha música, é sobre sentimentos - crus, sem filtros e profundamente introspectivos. Enquanto muitos artistas recorrem a metáforas e narrativas estruturadas, eu abordo a composição como uma tradução direta das emoções. Não há uma mensagem central, nem uma grande narrativa; em vez disso, é uma tentativa de capturar a intensidade do que sinto no momento. As letras não procuram coerência ou veracidade factual, mas sim expressar uma versão autocentrada da realidade, uma realidade moldada por emoções que ligam o meu presente a reflexões sobre o meu passado.
Sempre tive o ímpeto de criar música. Desde que peguei numa guitarra pela primeira vez, aos 12 anos, que fiquei fascinado pelo som - explorá-lo, compreendê-lo e moldá-lo de forma a criar algo que me emocionasse. O processo de criar, refinar e, finalmente, gravar a minha música é onde me sinto mais realizado. Não é no palco que encontro a maior satisfação artística. Para mim, a magia está em criar um álbum - construir algo tangível que encapsule a minha expressão artística de forma duradoura. Cresci numa era em que as pessoas ainda compravam e colecionavam álbuns, e essa experiência moldou o meu amor pelo formato. Criar um álbum foi, simplesmente, o caminho mais natural para mim.
Escolhi o título "Olheiras" fundamentalmente por três razões: porque são uma característica física minha que se tem acentuado nos últimos anos, porque são um símbolo de maturidade e porque representam o somatório, não só de todo o trabalho necessário para fazer este disco, mas também de todos os sentimentos que nele estão reunidos.
As minhas influências são diversas, abrangendo três grandes categorias: música clássica e bandas sonoras, pop mainstream e MPB (Música Popular Brasileira). De Wagner, Bernard Herrmann e Angelo Badalamenti a Arctic Monkeys, Olivia Rodrigo, Dua Lipa, The Weeknd, Chappell Roan, Earth, Wind & Fire, Da Weasel, Japanese Breakfast, João Borsch, Zé Ibarra, Bala Desejo e João Bosco, cada um destes artistas influenciou, de alguma forma, o meu universo sonoro.
No seu cerne, este é um álbum de rock. Procurei torná-lo o mais cativante possível - envolvente e imediato - sem abdicar da sofisticação e das nuances que me trazem satisfação artística. O tom geral é mais sombrio, mas quis procurar momentos de leveza e calor que balançassem naturalmente essa tensão.
Quero que os ouvintes se sintam vulneráveis, mas também esperançosos ao ouvir este trabalho. As minhas canções expressam emoções como solidão, saudade, raiva e ciúme, mas também êxtase, amizade e alegria.
Instrumentalmente, o álbum assenta na formação clássica de guitarras, teclados, baixo, bateria e voz. Algumas faixas incluem instrumentos orquestrais, enquanto outras apresentam apenas uma
secção de metais ou cordas. À medida que progredi, comecei a apreciar cada vez mais os sintetizadores, tendo estes assumido um papel mais proeminente nas faixas posteriores.
A criação deste álbum foi uma jornada de autodescoberta. Foi o primeiro projecto produzido por mim, tendo-me permitido aprofundar o meu conhecimento sobre produção musical, gravação e orquestração. Contei ainda com a participação de mais de 20 músicos, a coprodução do João Borsch, e o apoio da Sociedade Portuguesa de Autores. Para além de tudo, provou-me que sou capaz de concretizar aquilo a que me proponho - que sou totalmente capaz de produzir um trabalho maduro e sério.